Ao decidir colocar em julgamento uma série de assuntos relacionados à pauta de costumes, o Supremo Tribunal Federal (STF) expôs a urgência de os evangélicos contarem com um ministro na Corte. Essa necessidade já foi identificada até mesmo pelo presidente da República, Jair Bolsonaro.

No momento em que comentava o ativismo judicial do STF, durante a Convenção Nacional da Assembleia de Deus Ministério de Madureira, em Goiás, o presidente questionou: “Não está na hora de termos um evangélico no STF?“. A declaração foi tomada como um forte sinal de que o Supremo poderá ter seu primeiro representante evangélico.
Atualmente, segundo dados levantados pelo Estadão, nenhum dos 11 ministros que atualmente compõem o STF é evangélico.

Com a abordagem de temas como a criminalização da homofobia, que a corte já formou maioria a favor da tipificação, os ministros extrapolam a competência do Judiciário, passando a legislar no lugar dos políticos eleitos pelo povo. Isso tem gerado críticas, principalmente dos senadores, que recentemente tentaram emplacar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o “ativismo judicial” da Corte, mas o pedido acabou arquivado.

O STF quando assume o papel do Legislativo mesmo sendo nominalmente formado de maioria católica tomam rumos diferentes da visão cristã conservadora predominante no País. 

O STF já agiu de maneira semelhante em outras situações, como nos casos em que legislou sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo e sobre o aborto, causando revolta na população, que é de maioria conservadora. Na época, pastores, padres, políticos e juristas criticaram o Supremo.