Desde 11 de abril, a Índia está no longo processo eleitoral, que vai até 19 de maio. Com cerca de 900 milhões de eleitores, será o maior pleito que o mundo já viu, atingindo 12% da população mundial. Cerca de um milhão de pontos de votação são instalados para cobrir os 29 estados e sete territórios da União. Em alguns estados, a eleição se dará por etapas.

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O resultado dessas eleições é muito importante para a igreja. Se o atual partido no poder, BJP, continuar sendo maioria no parlamento ou se tornar ainda maior do que o limite de poder alcançado até agora, o sistema democrático do país mudaria e novas políticas administrativas poderiam confinar as minorias. Esse é o cenário mais desfavorável para os cristãos, pois leis anticonversão seriam adotadas em mais estados e mais cristãos, assim como igrejas e instituições cristãs, seriam monitorados e atacados.
Embora os cristãos tenham liberdade para votar, algumas vezes o nome do eleitor é cortado da lista por ser um nome cristão. “Algumas vezes, seu nome aparece na lista de eleitores, mas quando você vai votar, descobre que seu voto já foi dado. Mas quem votou no seu lugar? Ninguém sabe”, conta o irmão Samuel.

Em 2018, houve 775 incidentes contra cristãos na Índia, o que significa perseguição religiosa a 50.819 cidadãos indianos. Desses, 19.014 são homens, 18.947 são mulheres e 12.858 são crianças. A Índia ocupa a 10ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2019, colocação que subiu durante os cindo anos do governo do primeiro-ministro Narendra Modi, do BJP.

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