O governo chinês proibiu a venda de Bíblias em livrarias on-line em todo o país para cumprir com novas normas que exigem um controle de literatura que não esteja de acordo com os “valores centrais do socialismo”.

A rede inglesa BBC produziu uma reportagem mostrando que cópias eletrônicas das Escrituras simplesmente desapareceram das lojas após a divulgação do documento “Políticas e Práticas para Proteger a Liberdade de Crença Religiosa na China”. Apesar do nome pomposo, trata-se de uma nova tentativa do governo comunista em censurar o direito dos cristãos de praticarem sua fé. As “políticas e práticas” estabelecem que as comunidades religiosas chinesas “devem seguir a direção do partido [comunista] sobre religião e praticar os valores centrais do socialismo.

O documento também afirma que nos próximos cinco anos haverá um esforço para reconstruir o cristianismo chinês e a teologia chinesa para “conscientemente desenvolver talentos de especialistas que possam estabelecer uma base sólida para retraduzir e reinterpretar a Bíblia e escrever livros de referência”.

Na década passada o governo chinês havia relaxado em seu controle de grupos religiosos. A popularização da internet ajudou as pessoas a terem fácil acesso aos aplicativos bíblicos. A partir de agora, segundo a nova resolução, “Bíblias só podem ser vendidas nas igrejas que o governo permitir”.

Embora a China alegue que exista liberdade religiosa, nos últimos anos há uma crescente repressão contra igrejas, onde as cruzes foram retiradas do alto dos templos e muitos pastores, presos.

A venda do Alcorão ainda está permitida, mas os muçulmanos chineses também são alvos de tentativas de repressão, mesmo que em menor escala. Livros sobre budismo e taoísmo, religiões populares no país, não estão proibidos.

Com informações Christian Post