Dia (04) de janeiro de 2017, o ano mal começou e já contamos com grandes surpresas. Fenômenos estranhos (pelo menos para os simples cidadão de Coroatá), sentimos primeiramente um tremor de terra que chegou a níveis altos para os padrões do Brasil, criando desespero nas regiões onde os abalos sísmicos foram mais fortes, ainda há relatos de que Coroatá sentiu em alguns pontos os tremores[1]. Já nesta quarta feira outro evento entrou para á historia uma forte ventania que arrancou tetos e derrubou torres em vários lugares trouxe de carona uma rápida chuva de granizo, presenciada por vários moradores, despertando a curiosidade dos moradores e trazendo algumas perguntas como: Porque choveu granizo? Como isso acontece? Saímos pesquisando por ai e juntamos informações que podem dar uma luz das causas dos últimos acontecimentos, então vamos lá;

Casos semelhantes:
Primeiro não se assombre, não somos os únicos a vivenciar esses eventos naturais, a Cidade de Cantanhede presenciou além do tremor de terra na terça-feira, um túnel de nuvens no céu[2], que já foi desvendado “Uma tempestade umidifica o ar quente e o faz subir próximo à frente fria, criando os túneis no céu.” Explicou os astrônomos Robert Nemiroff e Jerry Bonnell numa matéria sobre o assunto ao Portal Terra[3].
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Coroatá já sofreu com desastres naturais como a enchente do Rio Itapecuru em 2009, causando inundações em vários bairros da Cidade e derrubando casas ribeirinhas.
No Ceará por incrível que pareça esse fenômeno já ocorrera outras vezes, e foram resultados de formação de nuvens chamadas cientificamente de “Cumulonimbus”, e tem grande capacidade de fazer precipitar granizo, então já temos um dos causadores da chuva de granizo.
Porque acontecem:
Segundo o professor Carlos Sait, pesquisador em Climatologia e coordenador do curso de Geografia da UFPI, área em que tem doutorado, em uma matéria dada em Outubro ao Jornal Meio Norte[4], explicou que o Nordeste tem boas expectativas de chuva no fim de 2016 e começo de 2017, e afirmou que seria “em virtude do fenômeno La Niña” que “pode contribuir com chuvas para o Nordeste e seca para as regiões Sul e Sudeste”. “O fenômeno La Niña é o contrário de El Niño, ocorre no oceano Pacífico e é uma mudança no comportamento da pressão do nível do mar. É um fenômeno atmosférico global, que altera o comportamento climático no Brasil de Norte a Sul. Com o fenômeno La Niña temos seca do Sul e chuvas no Nordeste e Norte, enquanto com o El Nino, nós temos secas no Norte e Nordeste e chuvas no Sul e no Sudeste”, falou. [4] Na época choveu granizo no município de Timon no Maranhão. Este acontecimento é algo incomum em regiões do Nordeste, onde as temperaturas são altas, e ocorre mais frequentemente em regiões como o Sul do Brasil", informa Raul Fritz, Supervisor da Unidade de Tempo e Clima da Funceme. [5].


A formação dessas nuvens explica porque Coroatá pela primeira vez foi alvo de uma Saraiva (Tá não se assustem é outro nome para chuva de pedras), o fenômeno ocorre devido a um sistema meteorológico conhecido como vórtice ciclônico de alto nível, o que facilita a formação de nuvens chamadas cumulusnimbus, associadas às pancadas de chuvas rápidas e intensas, com ventos de forte intensidade, e além do granizo, podem provocar relâmpagos, raios e trovões, esses três últimos já estamos mais familiarizados.

Num primeiro momento, a chuva de granizo pode ser legal, incrível como muitos descreveram nas redes sociais, mais quando fenômenos começam a acontecer em locais não rotineiros ou de clima diferente do habitual, se torna uma alerta do descontrole natural Geográfico, a natureza está processando de forma precipitada os dados devido ao desmatamento, poluição e outros perturbadores do ciclo da natureza.
Existem vários relatos de chuvas de granizo pela primeira vez em regiões nordestinas, como por exemplo, em Terezinha que ano passado também teve chuva de granizo, Ceará, Pernambuco, e este ano estreando, Coroatá.
Como se formam:
O que muitas pessoas não sabem é que o granizo é comum em tempestades ou seja eles quase sempre estão lá, o que não é comum é ele conseguir alcançar a terra, normalmente antes de atingir o solo ele volta ao seu estado liquido, devido às baixas temperaturas do ar, o que revela que por alguns minutos nossa temperatura atmosférica foi ideal para a precipitação das pequenas pedras de gelo.
A formação do granizo ocorre nas nuvens do tipo cumulonimbus (as de tempestade). No interior dessas nuvens existem correntes de ar ascendentes e descendentes que ficam levando o vapor d'água condensado acima do que chamamos de linha Isotérmica, que é de 0ºC e depois o "arrastam" abaixo desta linha. Acima, desta linha as gotículas de água se congelam e depois "caem", seja por peso ou por uma corrente descendente. Neste vai-e-vem o granizo derrete e depois recongela num processo contínuo de aquecimento e resfriamento que absorve cada vez mais umidade e cria camadas e mais camadas de gelo até que as bolas de granizo alcançam um peso que impede sua sustentação, e então ele cai, proporcionando alegria para quem se diverte vendo esse evento pela primeira vez. [6]
Assim se formou a chuva de granizo que atingiu Coroatá (Levemente), se o inverno realmente for chuvoso e as temperaturas caírem é possível que esse evento se repita, de forma mais leves ou severas, claro se as temperaturas forem ideais, para a formação de pedras de gelo. Por enquanto não vamos poder curtir “snowboard”, mais como o tempo muda quem sabe um dia iremos esquiar pelas ruas de Coroatá, brincadeira.
Você pode conferir vídeos e fotos do evento logo abaixo ou no site Coroatá Online!
Então o que você achou, deixe seu comentário.

Por Adailton Júnior


22-      http://pirapemas.com/noticia/fenomeno-da-natureza-em-cantanhede
66-      http://www.oieduca.com.br/artigos/voce-sabia/como-se-forma-o-granizo.html