Durante cerca de dois meses se falou muito sobre o evento Marcha para Satanás, que seria realizado em todo o Brasil no domingo (17). Seus idealizadores diziam que era um movimento para pedir o “fim da influência teocrática em todas as instâncias do Estado supostamente laico”. Estavam previstas para ocorrer Marchas em 15 estados. A maioria delas não aconteceu.
A página da marcha original, de São Paulo, acabou derrubada do Facebook após reclamações de usuários. Mesmo assim, em algumas capitais o evento se concretizou mais resultaram em grandes fracassos.
Nas últimas semanas diferentes grupos evangélicos fizeram “campanhas de oração” contra a realização do evento. 
Em São Paulo, embora tivesse a confirmação virtual de milhares de pessoas, reuniu cerca de 150 delas. Os manifestantes que chegaram para a concentração em frente à Catedral da Sé encontraram um grupo de católicos que se reuniram para “rezar contra” o evento.
Saindo pela Avenida Paulista, o pequeno grupo da Marcha não contou com carro de som. Seu grande destaque foi o personagem Toninho do Diabo. Em determinado momento, ela foi interrompida por seus próprios organizadores. Em um comunicado publicado na internet, limitou-se a dizer: “A explicação é simples, ameaças bem sérias aos organizadores. Como o intuito é promover a diversidade, paz e tranquilidade, preferimos nos resguardar e resguardar a todos os apoiadores do movimento”.
No Rio de Janeiro, o resultado não foi muito diferente. Apesar de milhares de pessoas se comprometerem virtualmente, pouco mais de 20 apareceram.
A concentração do ato se deu na Praia do Diabo, ao lado do Arpoador, de onde seguiram rumo a Copacabana.
A Marcha em Cuiabá contou apenas com seis pessoas. No local havia oito policiais e representantes da Secretaria de Ordem Pública da Prefeitura de Cuiabá para garantirem a segurança. O resultado foi um evento cancelado, pois não tinham permissão para realizar o ato em vias públicas. Duas jovens acabaram detidas e encaminhadas para a delegacia por darem bebida alcóolica a uma adolescente.
Em Porto Alegre, a Marcha ocorreu sem maiores transtornos com as autoridades. Cerca de 30 pessoas saíram da Usina do Gasômetro e seguiram o trajeto anunciado.
Em Belém, apenas 10 pessoas apareceram para a Marcha, mas o evento foi cancelado por causa da chuva que caía sobre a cidade.
Nas outras cidades ou o evento simplesmente não aconteceu ou a participação foi tão insignificante que não recebeu atenção da imprensa local.
Em nota o Poder Publico de Cuiabá informou; “Estamos aqui para orientá-los para que eles retornem para seus lares, pois houve uma tentativa de evento sem organização. Em outra oportunidade, devidamente organizados e autorizados, eles poderão se reunir e se manifestarem”. Um menor que ingeria bebida alcoólica e sua responsável foram encaminhados para uma DP especializada.

Alegando ser uma “resposta bem-humorada à “Marcha para Jesus”, seus poucos participantes fantasiados de demônios conseguiram, no máximo, despertar a curiosidade de quem passava pelo local. Ao contrario da Marcha para Cristo que recebe milhões, a piada aqui foi eles.
 

Com informações Veja, Uol, Diário On-line e Olhar Direto