Alguns cristãos têm o dia 25 de dezembro, a data natalina, o dia em que nasceu Jesus de Nazaré, porém, em síntese, será mostrado nesse artigo que a tal data não é o período do nascimento do Filho de Deus.

Anteriormente, o tempo em que o cristianismo estava se firmando de vez na história da humanidade não se sabia a data certa do nascimento de Cristo, logo com isso o Natal foi comemorado em diferentes dias do ano. A atual data em que é comemorado o Natal foi definida no século IV pelo grande imperador Constantino. Visto que, o Natal antes era uma festa pagã atribuída ao deus sol. Veja o que disse o autor que escreveu a obra História das Religiões:

Alguns supõem que foi o imperador Constantino, no século IV, quem estabeleceu tal data, para substituir uma festa pagã em honra ao deus sol, passando a comemorar o nascimento daquEle que a Igreja honrava como o Sol da Justiça (Damião, 2001, p. 379).

Em cima disso, entende-se que o Natal nunca foi uma festa cristã, no entanto, passou a ser. A partir do dia em que Constantino assumiu o poder no século IV, século este em que houve a unificação do Estado e da Igreja. Em consequência a isso, ao invés da Igreja progredir espiritualmente foi o momento ou o tempo em que desencadeou para a sua pior decadência espiritual. Esse período levou a Igreja para a idade das trevas, conhecido mais como período medieval, ou Idade Média.

O Natal na Idade Média era tão valorizado pela Igreja que não demorou em estendê-lo por doze dias ininterruptos, de modo que a comemoração terminava somente a partir do dia 6 de Janeiro. Além do mais, a Igreja no período medieval não passou comemorar o Natal só no sentido do nascimento de Cristo, de certo modo as comemorações natalinas passaram a ser atribuída a volta de Jesus. Esses momentos eram dias em que a Igreja antecipava-se um mês antes da data oficial do Natal para jejuar e orar a Deus esperando o Grande dia do Senhor.

  • A real data do nascimento de Jesus

Então, qual é realmente a data do nascimento de Cristo? De forma contundente os historiadores atribuem pelos pastores estarem pastoreando as ovelhas no dia do nascimento de Jesus não poderia ser em dezembro, porquanto, neste período na Palestina era inverno (Lc. 2.8). Sobretudo, por esse registro deixado de forma explicita por Lucas.
O nascimento do menino Jesus se deu na primavera, entre os meses de março e abril que seria justamente o período em que os pastores procuravam pastorear.
Em resumo, os equivalentes meses já abordados ficam entre o primeiro mês do ano civil do calendário judaico, o Nisã, mês esse que datar a primavera. Logo, é entendido que há séculos que os cristãos comemoram o nascimento de Cristo em datação errada. Portanto, o nascimento de Cristo não se deu no inverno europeu (em dezembro), mas na primavera palestina, não se deu no fim do ano, mas no início.

  • O sentido do Natal é outro

Embora, o Natal tinha como principal propósito de comemorar o nascimento de Cristo, ainda que fosse a uma data nem tanto adequada. Mesmo assim antes o centro de tudo era Cristo, entretanto, infelizmente, o Natal perdeu seu principal sentido para o que foi criado ou mudado para o cristianismo - alguns cristãos passaram a comemorar o Natal não se lembrando de apenas do nascimento virginal de Jesus, contudo, esta data passou a ser dividida com a figura do Papai Noel, o bom velhinho.
Esta figura do bom velhinho foi atribuída ao um senhor de idade bem avançada de caráter meigo e gentil conhecido como Bispo Nicolau, onde ele era de origem turca; a data do seu nascimento se deu por volta de 280 d.C.
Esse senhor era tão caridoso para com os pobres que de vez em quando deixava saquinhos de moedas junto às chaminés das casas. Tal atitude caridosa foi o suficiente para a criação da figura desse bom velhinho, que mais tarde viera se tornar santo e a vir ser venerado, pois certos milagres que eram realizados os cristãos sempre imputavam a ele. Apesar de suas ações tão filantrópicas não era motivo para tamanha idolatria. No entanto, nem o próprio Cristo se considerou bom (apesar de ser), por outro lado, toda a bondade, porém, Ele atribuiu a seu Pai, Deus (Mt. 7. 11; Mc.10. 17,18; Tg. 1.17).

  • Conclusão

Conclui-se, que a figura do Papai Noel além de ser lembrada em uma data que antes era atribuída só a Cristo, o dia 25 de dezembro, mesmo não sendo a real data do nascimento dEle, mas como já datado de forma oficial pela Igreja, as comemorações deveriam ser feitas com honestidades e fidelidade em diante de Deus. Por outro lado, a intenção parece não ser bem essa, pelo visto a intenção é outra, o porquê se ver com o passar do tempo o Natal transformando – se também em uma jogada do capitalismo levando assim a sociedade ao consumismo desenfreado.

Da mesma maneira, consequentemente, essa sociedade, além de ser consumista, ela é hedonista, em certo sentido ela tem a facilidade de transformar tudo em prazer, até mesmo o que é “sagrado”. Antigamente essa data era vista e tida para comemorar o nascimento de Jesus em uma vida consagrada a Deus. Perto disso, no presente tempo se ver as pessoas usando esta data, onde muitos atribuem ao “nascimento de Cristo”, para momentos de depravações. Grosso modo, as comemorações começam por volta da meia noite com bebidas e prostituição sem ter nenhum temor e pudor para com a pessoa do Filho de Deus.

Enfim, compreende-se que a Palavra de Deus nunca harmonizou o sagrado com o paganismo, a luz com as trevas, o crente com o incrédulo (ICo. 6.15). Porque é bem entendido que esse artigo tem a única intenção de esclarecer pela história que o paganismo nunca deixou de ser paganismo, lembre-se que antes do Natal ser estabelecido como festa cristã, ele era uma festa pagã, logo o que era paganismo ainda continua paganismo.









NATANAEL DIOGO
Pastor auxiliar da Assembleia de Deus em Coroatá
Bacharel em Teologia (FAEPI).